Encantamento e política nas materialidades do carnaval do Cordão do Boitatá

Adriana Schneider Alcure1

Colaboração de Kiko Horta2 e Iya Wanda de Omolu (Wanda Araujo)3

Boneco da cobra de fogo Boitatá feito por Joana Lyra. Foto de Sabrina Mesquita.

O carnaval é um fenômeno global, importante em diversas cidades. Mas em cada uma de suas expressões locais traz especificidades estéticas, éticas e materiais. Por isso é impossível falar de forma geral dos carnavais do Brasil, e até mesmo do carnaval do Rio de Janeiro, porque são diversos demais. Por isso não me proponho, por exemplo, a analisar as materialidades do desfile das escolas de samba no Rio de janeiro, com seus modos de produção e criação muito específicos, que é considerado "o maior espetáculo do terra". Se fosse assim, este texto seria completamente diferente.

O meu lugar de fala sobre o carnaval não é de especialista, eu nunca estudei formalmente o carnaval, ou fiz pesquisas sobre o carnaval. Assim como também estou longe de ter acessado o vasto campo de produção intelectual sobre o assunto. Meu lugar aqui é de alguém que brinca4 de dentro, que ama a festa e que faz parte do bloco de rua Cordão do Boitatá5, na cidade do Rio de Janeiro. É esta experiência que trago aqui neste texto como perspectiva.

Desde 1997, ano de sua fundação, o Cordão do Boitatá realiza um cortejo pelas ruas do centro da cidade, que é acompanhado por pessoas de diversas localidades, crianças, jovens, idosos, famílias, todo mundo fantasiado, dançando e cantando. Além de cerca de 300 músicos tocando de forma acústica, com os pés no chão, sem carro de som. Cerca de 40 mil pessoas acompanham o desfile. O Cordão do Boitatá também oferece para a cidade, desde 2006, um Baile Multicultural, para cerca de 80 mil pessoas, em um palco montado na Praça XV , onde se apresentam diversos artistas da música, com duração de quase 8 horas de festa. A força de sua brincadeira está na participação coletiva, na implicação política na cidade e na expressão da música6. Desde 2022, o bloco é Patrimônio Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. Cordão é um tipo de agremiação carnavalesca muito popular no século 19 e início do século 20, formado por pessoas fantasiadas e tocando instrumentos desfilando pelas ruas da cidade. O Boitatá é um ser mitológico da cosmogonia tupi-guarani, uma cobra de fogo com olhos brilhantes que protege as florestas.

Proponho uma conversa sobre carnaval e sobre modos de vida, com foco nas alas e materialidades animadas pelos foliões do Cordão do Boitatá em seu cortejo, pensando sobre as relações que fazem com a história, os sentidos e a espiritualidade da festa. Como se sabe, o Brasil tem inúmeras expressões populares em plena atividade nos dias atuais, cuja existência remonta há pelo menos três séculos, e que articulam a relação indissociada entre sagrado e profano. Quase todas estas expressões coletivas trazem materialidades que são centrais em suas espetacularidades e performatividades. São estes elementos que evocam a sacralidade como fricção ao profano. Em estudo sobre as bandeiras, estandartes e máscaras das Folias de Reis, por exemplo, Daniel Bitter (2010) faz uma importante análise destes elementos, que é análoga ao que desejo trazer para este texto. Também na minha tese de doutorado sobre o teatro e mamulengos pernambucano (Alcure, 2007), dediquei um capítulo para analisar as agências materiais, estéticas, éticas, comerciais e simbólicas dos bonecos, que inspiram esse recorte que estou abordando aqui. Acredito que o estudo destes elementos nas expressões e festas populares pode trazer contribuições relevantes ao campo de estudos do Puppetry.

O cortejo do Cordão do Boitatá desfila pelas ruas em percursos específicos, que podem durar cerca de 4 horas. O bloco se movimenta organizado em diversas alas, formadas pelos integrantes, e ao redor, na frente, atrás e dos lados, uma multidão de pessoas acompanha o desfile cantando e dançando junto. Na frente do cortejo, estão os estandartes, que pedem licença, celebram e ativam as ancestralidades que dão sentido ao bloco: personalidades da música, das artes e da cultura, vivos e mortos. Os estandartes são animados por mulheres7. Depois vem a Ala das Baianas, dedicada ao povo de santo, formada por mulheres mais velhas e por pessoas com deficiência. Em seguida, a Ala Pernalta, dourada, de mulheres dançando em perna de pau. Ou seja, a frente do cortejo é predominantemente puxada por mulheres. No meio destas alas, temos pessoas tocando banjos, cavaquinhos e cantando, e também mulheres tocando o xequerê (aba ou agbê) e dançando ao mesmo tempo. O Boitatá, uma cobra enorme animada, coletivamente, por cerca de 10 pessoas, que se revezam durante o desfile (com qualquer pessoa que queira brincar), dança, serpenteando, livremente, entre estas alas. Na frente da bateria, há um boneco gigante do músico Pixinguinha, animado por uma pessoa dentro dele que segura a estrutura nos ombros, e outra do lado de fora manipulando as mãos. Uma das mãos segura uma flauta transversa que pode ser movimentada na altura da boca do boneco. Em seguida vem a bateria (caixas, surdos, repique e agogô) e a orquestra de sopros (tubas, trombones, saxofones, clarinetes, flautas, etc.).

Pernaltas, foliões, estandartes e boneco Pixinguinha (feito por Joana Lyra). Foto de Sabrina Mesquita.

Pixinguinha8 (1897-1973) era flautista, saxofonista, arranjador, professor e maestro. É reconhecido como um dos maiores compositores da música popular brasileira. Ele integrou o grupo Os Oito Batutas, que nos anos 1920, se apresentou, com sucesso, por 6 meses em Paris e depois pela Argentina. O grupo tocavas ritmos brasileiros como o choro, o maxixe, o batuque, tendo complexificado suas harmonias, criando relações com o jazz. Por conta disso, foram muito criticados no Brasil, como se estivessem ferindo uma certa “pureza" de brasilidade, também sofreram diversos episódios de racismo. No Cordão do Boitatá, Pixinguinha foi confeccionado como um Boneco Gigante de Olinda, uma "tradição" pernambucana9, cuja primeira aparição remonta a 1919, possivelmente inspirada pelo uso desse tipo de boneco em procissões religiosas, encontradas em algumas cidades européias10. Em Pernambuco, estes bonecos parodiam políticos, personalidades famosas, ou simplesmente caricaturas de pessoas comuns.

A presença destes elementos no carnaval do Cordão do Boitatá não é casual, eles organizam a movimentação técnica do desfile, imprimem ritmo, criam harmonia e evocam os sentidos políticos e espirituais que fazem o Cordão do Boitatá existir e desejar brincar na rua. Importante dizer também que estas materialidades não são mercadorias, nem objetos utilitários ou que possuem apenas intenções estéticas. Seus sentidos são análogos aos argumentos de André Lepecki (2012, p.98) ao analisar o uso de objetos, coisas, dispositivos, etc, em trabalhos de dança e performance contemporâneos:

”Investir em coisas, não como substitutos do corpo, nem como elementos significantes ou representativos de uma narrativa, mas como parceiros, como entidades co-extensivas no campo da matéria, é ativar uma mudança fundamental na relação entre objetos e seusefeitos estéticos (na dança, no teatro, nas artes visuais, na performance e na instalação)."

Compreendo também que não é possível tratar destas materialidades desconectadas desta conjuntura mundial atual e dos processos políticos e econômicos que nos trouxeram até aqui. Nesse sentido, pela urgência do momento em que vivemos, acredito que qualquer ação, seja artística, de pesquisa, pedagógica, ou editorial, precisa nos oferecer algum movimento que possa nos inspirar a imaginar radicalmente. Sem apagar as muitas contradições que o carnaval traz (não vamos aborda-las extensivamente neste texto), o carnaval pode ser, de fato, essa liberação da imaginação criativa radical. E como estamos trazendo este debate aqui para a Puppetry International, acredito que estranhar as materialidades, as matérias, as coisas, os elementos, os artefatos, as formas, os dispositivos, etc, seja um procedimento necessário. Acompanho o que diz a filósofa, socióloga e artista Denise Ferreira da Silva (2019, p. 27):

"O que está em disputa? O que precisará ser renunciado para conseguirmos libertar a capacidade criativa radical da imaginação e dela obtermos o que for necessário para a tarefa de pensar O Mundo outramente? Nada menos que uma mudança radical no modo como abordamos matéria e forma.”

O carnaval não é um evento. O carnaval é um sistema de organização do mundo. O carnaval é uma disputa da cidade. O carnaval de rua no Rio de Janeiro é uma disputa dessa cidade ao longo de sua história, como bem argumenta o professor Luiz Felipe Ferreira (2000). O Rio de Janeiro é uma cidade diaspórica africana, foi o porto de entrada da maior quantidade de africanos escravizados nas Américas. O carnaval foi se transformando ao longo do tempo e através de processos socioculturais intensos, decorrentes dos impactos da escravidão no país, tomou a forma que conhecemos hoje. O Brasil foi o último país a abolir a escravidão, em 1888, após um longo processo de lutas violentas. O professor e historiador Luiz Antonio Simas vem especulando em palestras e aulas, que se toda diáspora é um fenômeno que desagrega e aniquila a rede de proteção social, toda cultura diaspórica busca reinventar a vida como experiência coletiva.

Ala dourada. Foto de Micael Hocherman

Diversas cidades brasileiras possuem carnavais expressivos e diferentes. Essa variação pode ser notada especialmente nos ritmos, que vêm influenciando toda produção musical e cultural brasileira há mais de um século. Então o que chamamos de MPB - Música Popular Brasileira tem suas matrizes diretamente ligadas ao carnaval. São maxixes, samba, samba-enredo, partido alto, samba de terreiro, samba de roda, samba de coco, maracatu de baque virado, maracatu de baque solto, caboclinho, afoxés, frevos, marchinhas, pagode, samba-reggae, axé, choro, jongo, caxambu, etc, que compõem uma ecologia de ritmos que foram se inventando com a presença africana no Brasil. E durante o carnaval, essas músicas são tocadas ao vivo, com os músicos nas ruas tocando, compondo. E assim é o carnaval realizado pelo Cordão do Boitatá11

O primeiro estandarte do Cordão do Boitatá, que marca a identidade do bloco, foi criado em 1997 para o primeiro cortejo: uma pintura de São Sebastião12, com um boi ao fundo, adornado com moedas, fitas e espelhos. O santo é padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, e se conecta à vitória dos portugueses e nativos Temiminós contra os franceses e os seus aliados também nativos Tupinambás, na Guerra dos Tamoios, em 1567. Através dos complexos processos de instauração das religiosidades afrodiaspóricas, em contato com modos de vida dos povos originais e com um tipo de catolicismo popular que se reinventou no Brasil, São Sebastião passa a ser associado a Oxossi, orixá das matas e da caça, e também se conecta aos caboclos, entidades espirituais que são incorporadas ainda hoje nos terreiros. Então, no Rio de Janeiro, este santo carrega o paradoxo da herança colonial, ainda vigente, de evocar, simultaneamente, os que mataram e os que morreram. E este é o sentido deste estandarte.

Depois do primeiro desfile, o bloco, que é reconhecido como um dos principais representantes da revitalização do carnaval de rua no Rio de janeiro, desde os anos 1990, cresceu rapidamente e sem controle. Foi quando criamos mais 8 (oito) estandartes, homenageando compositores da música popular brasileira; o Boitatá, uma cobra gigante; e o boneco Pixinguinha13 Ao longo dos anos, mais estandartes foram sendo incorporados ao bloco: os artistas da música Elza Soares, Chico Buarque, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Paulo da Portela, Moacir Santos, Dorival Caymmi, Bob Marley, Chiquinha Gonzaga, Cartola, Dona Ivone Lara, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Xangô da Mangueira, Áurea Martins, Hermeto Pascoal, Gilberto Gil, Tia Maria do Jongo; a vereadora assassinada, em 2018, Marielle Franco; o diretor de teatro Zé Celso Martinez Correa e o dramaturgo e escritor Ariano Suassuna; o artista visual e professor Urian Agria de Souza; o intelectual quilombola Antonio Bispo dos Santos (Nêgo Bispo); além de Buka e Dona Penha, respectivamente o pai e a avó da Iyalorixá Wanda de Omolu (Wanda Araujo), também uma das organizadoras do bloco. As mulheres costuram e cuidam dos estandartes. Nesse momento em que escrevo elas fazem três novos estandartes e os reparos para a cortejo que acontecerá no dia 8 de fevereiro de 2026.

Confecção do estandarte em homenagem ao cantor e compositor Paulinho da Viola. Foto de Louise Botkay.

Em 2016, a jornalista Daniela Name escreveu sobre o efeito que os estandartes tiveram sobre ela, compreendendo bem os sentidos dos estandartes para o bloco14:

"Desfilando no presente, o Boitatá se imanta das figuras de seus estandartes, tomando-lhes emprestadas as energias e histórias. Assim, faz com que a música de outros tempos “baixe” em todos nós, “cavalos” desta tradição ancestral. Nossos antepassados voltam a viver quando cantamos e dançamos com eles e para eles, numa odisseia que ano a ano nos reensina o carnaval."

A professora Leda Martins (2021) vem enfatizando que nas culturas dos povos africanos que chegaram ao Brasil, especialmente os povos bantos, não existe distinção entre sagrado e profano, assim como a morte, se não for causada pelo necropoder (Mbembe, 2018) também não é o contrário da vida. Para os povos bantos há uma continuidade entre essas dimensões, porque a noção de tempo não é linear, o tempo é espiralar. Por isso, a ancestralidade opera um papel importante nessas dinâmicas. A ancestralidade se manifesta no corpo e na vida.

Paulinho da Viola com o estandarte em sua homenagem. Foto de Michelle Castilho.

No Cordão do Boitatá, os estandartes, a cobra animada coletivamente, o boneco gigante Pixinguinha, etc., evocam essa dimensão, não apenas pelas suas materialidades, mas pelo modo como são animados e ganham vida, pela ética e pela política de presença que instauram. Interessa ao Cordão do Boitatá reverenciar as ancestralidades do carnaval que seguem presentes na festa,visíveis e invisíveis. Este reconhecimento é um posicionamento político, diante de tantos apagamentos históricos, da neoliberalização do carnaval, da não distribuição dos impactos econômicos gerados pelo carnaval para a sociedade e os fazedores da festa. Em 2025, por exemplo, o carnaval movimentou cerca de 5 bilhões de reais (1 bilhão de dólares) apenas na cidade do Rio de Janeiro. A desigualdade é brutal.

O carnaval é a festa da corporeidade, mas não no sentido de opor corpo e pensamento. A corporeidade carnavalesca é a manifestação da vontade de viver no corpo, e dá continuidade à dimensão ancestral. Este é o sentido espiritual do carnaval. A experiência colonial no Brasil foi uma experiência de aniquilação e domesticação dos corpos. Mas o carnaval parece ser aquilo que não foi capturado. Em alguma medida, é a possível derrota do projeto colonial. No carnaval, os modos de vida, de produção e criação estão entrelaçados. No carnaval, as poéticas são políticas e são tambéma vida de pessoas. O carnaval deseja ser a própria vida e carrega suas contradições: maravilhamento e luta pela sobrevivência, êxtase e desigualdade social, festa e corrupção, encantamento e necropolítica, regra e a espontaneidade, massificação e especificidade, violência e beleza.

Footnotes:
1 Atriz, diretora e pesquisadora de teatro. Professora Titular do Curso de Direção Teatral e do Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena, ECO/UFRJ. Doutora em Ciências Humanas - Antropologia Cultural pelo PPGSA/IFCS/UFRJ, com estágio doutoral na Freie Universität-Berlin (DAAD/CNPq). Realizou pesquisa de Pós-Doutorado na Universität Bonn (Capes/Fundação Humboldt). Bolsista de Produtividade em Pesquisa - PQ / CNPq, desde 2025. Integrante do Cordão do Boitatá e da Muda Outras Economias.
2 Diretor artístico e musical do Cordão do Boitatá
3 Iyalorixá do Ylê Asè Egi Omim, casa de candomblé localizada no Rio de Janeiro.
4 Brincar, Brincadeira is a Brazilian term that can encompass several meanings like playing, joking, teasing, games, among others. There is no direct translation in English, and to avoid limiting its meaning, we maintain its use in Portuguese.
5 Acesso em https://www.instagram.com/cordaodoboitata Acesso em 31 de janeiro de 2026.
6 Para assistir videos do Cordão do Boitatá: https://www.youtube.com/c/cordaodoboitata Acesso em 1 de fevereiro de 2026.
7 Mulheres cisgênero, mulheres transgênero e pessoas não-binárias.
8 Mais informações no site: https://pixinguinha.com.br/ Acesso em 31 de janeiro de 2026.
9 Pernambuco é um estado do Nordeste do Brasil, muito conhecido pelo seu carnaval e por diversas expressões artísticas e culturais populares.
10 Para mais informações: https://www.bonecosgigantesdeolinda.com.br/ Acesso em 1 de fevereiro de 2026.
11 Estes são os dois últimos discos lançados pelo Cordão do Boitatá, que podem ser acessados na íntegra nestes links: https://open.spotify.com/intl-pt/album/5hmkAaIKlZbaPUv1UgjFv2?si=s5U1GMMuQFONR9W6oGXeQA e https://open.spotify.com/intl-pt/album/5DmDrk076L96Z8nt9Vj86a?si=JbyUoGs8QaCcje6s-VLiUQ Acesso em 31 de janeiro de 2026.
12 Feita pelo músico João Callado.
13 A cobra e o boneco foram confeccionados por Joana Lyra.
14 Texto no blog https://daniname.wordpress.com/2016/02/01/boitata-20-anos/ Acesso em 31 de janeiro de 2026.

Bibliografia:

ALCURE, Adriana Schneider. A Zona da Mata é rica de cana e brincadeira: uma etnografia do mamulengo. Tese (Doutorado em Antropologia). Instituto de Filosofia e Ciências Sociais. Programa de Pós- Graduação em Sociologia e Antropologia, UFRJ, 2007.

BITTER, Daniel. A bandeira e a máscara: a circulação de objetos rituais nas folias de reis. Rio de Janeiro: 7Letras/Iphan/CNFCP, 2010.

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NAME, Daniela. "Boitatá 20 anos". IN:
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MBEMBE, Achille. Necropolítica. São Paulo: n-1 edições, 2018.

SILV A, Denise Ferreira da. A dívida impagável. São Paulo: Oficina de imaginação, política e Living Commons, 2019.